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Componentes de um ambiente com pressão negativa

Diretriz para Precauções de Isolamento: Prevenção da Transmissão de Agentes Infecciosos em Ambientes de Saúde.

Engenharia

· Filtros HEPA (eficiência de 99,97%), capazes de remover partículas de 0,3 μm de diâmetro para insuflação (entrada)

· Quartos bem fechados o Construção adequada de janelas, portas e portas de entrada e saída o Tetos: lisos, livres de fissuras, juntas abertas, fendas o Paredes seladas acima e abaixo do teto o Se for detectado vazamento, localize a fonte e faça os reparos necessários

· Renovações por hora ≥12 ACH

· Fluxo de ar direcionado: grades de insuflação e exaustão de ar localizadas de modo que o ar limpo e filtrado entre de um lado da sala, flua pela cama do paciente e saia pelo lado oposto da sala

· Monitore e documente os resultados dos padrões de fluxo de ar diariamente, usando métodos visuais (por exemplo, faixas flutuantes, fumaça) ou um manômetro diferencial (ex. Magnehelic)

· Porta com fecho automático em todas as saídas da sala

· Mantenha o equipamento de ventilação de reserva (por exemplo, unidades portáteis para ventiladores ou filtros) para fornecer na emergência requisitos de ventilação para áreas de PE e tome medidas imediatas para restaurar o sistema de ventilação fixo.

· O uso de antecâmara é recomendado.

O diferencial de pressão deve ser definido no projeto em relação à pressão de referência do ar do corredor, conforme segue:

· - corredor zero (referência),

· - antecâmara - (-5,0 Pa),

· - quarto - - (-10,0 Pa),

· - banheiro - - - (-15,0 Pa).



· Francisco Hernandes (www.franciscohernandes.com.br fch@alumni.usp.br)

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Considerando que os microrganismos são capazes de replicação rápida, mutação e adaptação em seu ambiente, a comunidade humana sempre será atormentada por doenças emergentes. Uma doença infecciosa emergente é uma preocupação recente da população, existiu no passado, e está aumentando rapidamente. Embora as ocorrências dessas doenças surjam sem explicação, raramente aparecem sem motivo (Morse 1995). Infecções emergentes e estirpes resistentes a antibióticos de bactérias geralmente se espalham de uma localização geográfica de origem para uma nova localização (Soares 1993). O agente infeccioso pode ser transportado por agentes ambientais, mecanismos físicos ou mecânicos. Nos últimos anos, as viagens aéreas causaram o aparecimento global de organismos anteriormente isolados. Além disso, a maioria das doenças emergentes humanas, como as advindas de animais domésticos e da vida selvagem infectam múltiplos hospedeiros. Seis fatores foram identificados como responsáveis pelo surgimento de doenças infecciosas emergentes ou re-emergentes (The Institute of Medicine 1992): I. Mudanças ecológicas, inclusive aquelas decorrentes do desenvolvimento econômico e uso da terra, 2. Demografia e comportamento humanos, 3. Viagens e comércio internacionais, 4. Tecnologia e industrialização, 5. Adaptação e mudança microbiológica e 6. Colapso das medidas de saúde pública. As implicações das doenças infecciosas emergentes e re-emergentes através das HAis (Health care Associated Infection) são enormes. Somente nas últimas duas décadas, doenças recentemente identificadas, vírus e bactérias causadoras de doenças resistentes a antibióticos mudaram a face da ciência médica e nos levou a repensar o design de nossas unidades de saúde. Entre esses, estão associados à grave síndrome respiratória aguda coronavírus (SARS-CoV), hantavírus, tuberculose resistente a múltiplas drogas, methicilin-resistant staphylococus aureus (MRSA) e vancomycin-resistant staphylococcus aureus (VRSA). Outros organismos resistentes a medicamentos estão emergindo como patógenos em pacientes imunocomprometidos, transplantados e implantados e pacientes submetidos a hemodiálise / peritoneal.

Foi identificado um novo gene, na klebsiella pneumonia, na Escherichia coli, na salmonela e em mais de meia dúzia de outras bactérias gran-negativas, que permite que os microrganismos destruam a classe de antibióticos normalmente usados nos derradeiros esforços para salvar pacientes, cujas infecções falharam em responder aos antibióticos padrões.

A enzima metalo-B-lactamase 1(NDM-1) de Nova Délhi foi identificada em três pacientes dos EUA, que receberam tratamento na Índia, onde o gene parece ter se originado. O gene altamente resistente ainda não afetou microrganismos que são espalhados pela tosse ou espirros, mas os microrganismos podem espalhar via esgoto contaminado, água, equipamento médico e higiene pessoal malfeita, como lavagem inadequada das mãos. A NDM-1, encontrada principalmente em infecções do trato urinário e pneumonia, é apenas um exemplo de um grave problema de saúde, disseminado como resultado de viagens longínquas (CDC 2010). As cepas virais emergentes são particularmente preocupantes porque algumas cepas parecem capazes de saltar espécies. A gripe é um exemplo. Embora os hospedeiros naturais sejam aves e porcos, certas cepas do vírus influenza periodicamente saltam espécies. Cada uma das cepas de influenza viral mais recentemente identificadas H1N1, H5N1, e SARS-CoV possui características próprias (fichas técnicas da OMS de 2006, 2008). Os coronavírus em humanos são responsáveis por infecções do trato respiratório e foram associados a gastroenterites (Lai e Holmes 2001). Os microbiologistas acreditam que o SARS-CoV é uma forma modificada de um coronavírus encontrado em um animal que tem contato com seres humanos (Sharma e Khuller 2001). Identificado pela primeira vez na província de Guangdong, no sul da China (Guan et al. 2003), a SARS (síndrome respiratória aguda grave) levantou preocupações por sua severidade e aparente facilidade de transmissão. A pandemia de influenza A 2009 (H1N1) tem dois genes de vírus da gripe encontrado em porcos na Europa e na Ásia, junto com genes aviários e humanos (Rambaut 2008). Desde o surgimento em 2009 do vírus H1N1 no México, A gripe H1N1 se espalhou para 156 países, com pelo menos 140.000 casos confirmados e 850 mortes (Dawood et al. 2009; Ginocchio et al. 2009). O vírus da gripe H5N1 é um subtipo do vírus influenza A, altamente contagioso e mortal entre os pássaros. A influenza aviária é geralmente transmitida entre aves pela via fecal-oral, mas a transmissão de aves para os seres humanos acredita-se que ocorra principalmente através do contato direto entre secreções de pássaros e a mucosa respiratória (CDC 2005). O vírus da gripe H5N1geralmente não infecta as pessoas. Quase todos os casos humanos apareceram em pessoas que tiveram contato direto ou próximo com aves infectadas com H5Nl ou superfícies contaminadas com H5N1. Houve pouquíssimos casos de transmissão de humano para humano. Estudos de vigilância indicam que a devida diligência por funcionários profissionais do hospital poderia ter um efeito profundo na redução de infecções associadas aos cuidados de saúde. Os HAls são causados por uma grande variedade de bactérias comuns e incomuns, fungos e vírus introduzidos durante os cuidados médicos. Com menor tempo de hospitalização como norma, uma grande porcentagem das HAis (infecções associadas a cuidados da saúde) ocorre em pacientes após a alta. As estratégias de vigilância de doenças são de extrema importância para determinar quais terapias e recursos de design poderiam ajudar a reduzir ou impedir a propagação de doenças infecciosas emergentes. As unidades de saúde devem coletar pelo menos três tipos de dados em seus esforços de vigilância (Jain e Singh, 2007): • Organismos predominantes no hospital e sua UTI • Padrões de resistência atuais desses organismos predominantes • Surtos de HAis envolvendo um ou mais organismos prevalentes Estratégias globais eficazes de vigilância de doenças são necessárias e devem ser apoiadas por um sistema de resposta rápida, para fornecerem um alerta sobre infecções emergentes. O sucesso de tais estratégias de vigilância depende de sua capacidade de identificar eventos incomuns precocemente. Conhecimento dos fatores subjacentes ao surgimento de uma doença podem ajudar a concentrar recursos nas situações e áreas em que a doença provavelmente afeta o mundo inteiro e facilita o desenvolvimento de estratégias eficazes de prevenção (Morse, 1990, 1991). Farhad Memarzadeh, PhD, PE Tradução livre de Francisco Hernandes (www.franciscohernandes.com.br fch@alumni.usp.br). Correção: Prof. João Camilo

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Atualizado: 12 de Mai de 2020

A pandemia do COVID-19expôs uma verdade fundamental da sociedade humana; em algum momento ou outro: todos precisaremos de proteção e cuidados. Para visualizar essa realidade imagine um iceberg, onde grande parte de sua estrutura está submersa e abaixo da linha de água estão as pessoas não detectadas. Imaginou? É esse contexto que este artigo aborda. À frente disto, a Sterilex Científica em parceria com a SBCC indica que acessem as normas ABNT que foram disponibilizadas gratuitamente para a sua melhor escolha do EPI com objetivo de proteção adequada no enfrentamento da evolução da grande crise de saúde mundial.


Diante da crise global causada pelo COVID-19, rapidamente elevada à categoria de situação de estado de emergência amplamente disseminada (pandemia) pela Organização Mundial de Saúde, várias diretrizes são recomendadas e periodicamente revisadas na tentativa coletiva de manejo da melhor prática para tratar o avanço da doença.

Ao que tudo indica, tomando como base as orientações médicas, a gravidade da doença tem uma relação direta com o risco de quem é acometido: pessoas jovens e saudáveis tendem a apresentarem sintomas leves a moderados que se assemelham ao de um resfriado, ou até mesmo terem casos assintomáticos. Enquanto os mais vulneráveis ao novo Coronavírus são os idosos, se agravando quando associado a doenças pré-existentes; como problemas cardíacos, como o diabetes.

Um dos possíveis caminhos para controlar o contagio seria ter conhecimento de como a carga viral do SARS-Cov-2 afeta diferentes os pacientes e, com o objetivo de estudar esse processo, cientistas de diversos países estão se juntando para compreender o efeito do vírus no organismo humano.

Entretanto um artigo publicado em março de 2020 pelo The New England journal of medicine com o título “SARS-CoV-2 Viral Load in Upper Respiratory Specimens of Infected Patients” aponta que foi encontrado uma carga viral em pacientes assintomáticos, em valor similar aos que são sintomáticos. Isto sugere que há um enorme potencial de transmissão de pacientes sem sintomas, ou minimamente sintomáticos, similar ao de pacientes com sintomas.

Existe ainda outra consideração a ser feita, estudos apontam que a transmissão se torna mais efetiva; ou seja, tem mais chance de contaminar outras pessoas entre o dia 1 até o dia 8, conforme a publicação do “Viral load of SARS-CoV-2 in clinical samples” pelo Center for Disease Prevention and Control, da escola pública de saúde da Capital Medical University, em Beijing, China em fevereiro de 2020.

A figura abaixo ilustra com muita propriedade esse cenário obscuro até aqui, no qual os casos notificados são apenas a ponta de um iceberg:



Nesse panorama, a adoção de conduta cautelosa dos casos assintomáticos torna-se fundamental para impedir que o vírus continue se alastrando.

Em se tratando deste ponto, outro artigo recentemente (abril de 2020) publicado pela UNESP - Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Medicina, Botucatu – “Proteção da saúde dos profissionais de saúde durante os períodos de pandemia e respostas à pandemia” – chamou a atenção para alguns problemas apontados em relação à gestão de EPIs e ainda destaca um importante questionamento: “Se o EPI atua como barreira para evitar a infecção, como os trabalhadores da saúde se infectam? ”

O artigo destaca que a maioria dos serviços não conseguiu se beneficiar de lições da pandemia de SARS, de 2003, se antecipando à escassez no mercado mundial; além da falta de investimentos em treinamentos adequados. E após uma observação direta das práticas profissionais, foi constatado que 90% da equipe não seguia a sequência ou técnica correta de colocação ou retirada de EPI; gerando assim uma desparamentação de forma crítica. Isto porque, muitas vezes, esta é realizada depois que a tarefa de cuidado está concluída, o que facilitaria a “baixa da guarda” por parte do profissional da saúde.

Neste enorme iceberg do qual todos fazemos parte, seja acima ou abaixo da linha, o emprego de medidas de controle e minimização dos riscos é fundamental. Entre as diversas medidas que promovem o achatamento da curva, está o uso correto de EPIs por todos os profissionais de atendimento de saúde.

Ressaltamos através da Sociedade Brasileira de Controle de Contaminação (SBCC), em parceria com a Sterilex Científica, que o ingresso a fontes de informação confiáveis é de extrema importância para a minimizar os riscos de contágio neste momento. O acesso às normas técnicas que regulamentam o uso de Equipamentos de Proteção Individuais, visando diminuir os riscos da proliferação do contágio viral, vem de encontro com o nosso objetivo de informar e trazer soluções, sempre pautadas em dados científicos e orientações oficiais.

Dentre muitas medidas a serem tomadas, o artigo ressalta a importância da participação dos trabalhadores e a necessidade de novos treinamentos que contemplem práticas observadas de colocação e retirada dos equipamentos de proteção individual, abordando aspectos da natureza da nova doença que agravam os riscos de infecção em relação ao que se conhecia.


Fonte : STERILEX CIENTÍFICA

Criado por: Adrielle Brandão, Andreia Assumpção, Angélica Lopes, Denise Oliveira e Marcio Oliveira

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